Sentimo-nos artistas inteiramente identificados com o nosso país, com nossa terra, e não fazemos de nosso resultado cênico um espelho explícito do Brasil em que vivemos, mas tratamo-lo como fruto do que observamos e pensamos sobre a realidade.

Nossa pesquisa cênica busca encontrar as relações íntimas entre a compressão do tempo (duração) e a intensificação da energia: dois aspectos fundamentais da arte teatral, ou seja, trabalhamos para que as cenas ganhem base de síntese e de intensidade imagética.

Já nosso processo dramatúrgico busca traçar personagens que não conduzam o espectador a determinadas impressões e conclusões, mas que o levem a sentir, a refletir sobre a dimensão do tema proposto. Dessa maneira, garantimos uma penetrante visão de mundo para aprofundar o mergulho de nossa plateia diante de si mesmo.

Se nossos espetáculos, ora com imagens ora com palavras, são considerados encantadores, trabalham num encanto que acalanta e no ardor pela vida solidária. Nossa trajetória, desde o início, possui engajamento, um engajamento existencial, ligado à vida, com suas possibilidades, limitações e responsabilidades.

Dessa forma, nosso trabalho tem mostrado alcançar sua universalidade, comovendo e encantando plateias das mais diversas línguas e culturas

REPERTÓRIO:

SINOPSE                                        PÁGINA ABERTA

Roda. Espaço de escuta.

 

Os espectadores são convidados a sentar-se, a escolher uma das “páginas abertas” que compõe a cenografia e colocar um fone de ouvido para escutá-la. Essa “página aberta” escolhida será narrada através de uma leitura encenada ao vivo por dois atores, cada qual com seu microfone e instrumentos musicais.

Só quem está com o fone escuta o que é narrado, quem passa na rua, atraído pela imagem criada por essa ilha cênica, será o próximo espectador.

Quando Página Aberta é executado em espaços fechados, este configura um outro espaço cenográfico, na medida em que se forma duas ilhas cênicas, a formada por quem está de fone e a que se coloca em torno desta formando uma roda que contém esta primeira. Todos participam, todos escutam o que está sendo encenado-narrado, só que de perspectivas diferentes, uns com fone na roda interna, outros sem fone na roda que define os limites do espaço cênico.

 

Público Alvo: todas as idades

Necessidades Técnicas: não há

Tempo médio de duração: 15 minutos por sessão

 

Esta encenação nasce da pesquisa desenvolvida em 2017 pelo Grupo Caixa de Imagens dentro do Projeto Caixa de Imagens a 1000, Lei de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo.

 
 

SINOPSE                                                   TRAVESSIA

 

Dois andarilhos e Gilda. Na delicadeza de melodias executadas ao vivo, Gilda, uma boneca de aproximadamente 10 cm, tem como cenário o vestido de quem a manipula e pretende dar a cada espectador a sua respectiva flor.

Uma mesma ação que se desdobra, ganha vida nas mãos que se mesclam (mãos do ator manipulador, mãos do ator que toca a trilha, mãos do espectador).

“Travessia” trabalha na atmosfera da intimidade, criando elos, quebrando distâncias, colocando lado a lado, como parceiros, atores e público.

A poesia que nasce da saudade de tudo o que o homem é, e pelo o que ainda poderia ter sido é o ponto de partida desse espetáculo, que instaura um corte no espaço e no tempo para permanecer gravado na memória.

 

Público Alvo: todas as idades

Necessidades Técnicas: não há.

Duração: 60 minutos ou 2 entradas de 30 minutos

 

Esta performance é um desdobramento da pesquisa realizada a partir do Projeto Gilda, A Paixão Pela Forma – Sesc Araraquara/SP

MILHOR                                                         SINOPSE


 

A partir de seu processo de pesquisa continuada das relações entre o pequeno, o itinerante e a proximidade e do universo criativo do escritor paulistano Mário de Andrade, o Grupo Caixa de Imagens constrói agora com o público, o seu palco.

Nesta performance em que os dois atores peregrinam por caminhos diferentes, unem-se no momento da instalação. A instalação se dá quando o(s) espectador(es) segura(m) o palco-cenário no qual Ci, mãe do mato representada por uma boneca de aproximadamente 7cm, vive sua trajetória e antes de subir pro céu, presenteia seu(s) espectador(es).

 

Público Alvo: todas as idades

Necessidades Técnicas: não há.

 

Esta performance nasce em 2010, no Projeto “Mário de Andrade e Outros Contextos” no Sesc Consolação/SP.

 

RE-EXISTIR                                                  SINOPSE

 

Trata-se de uma Ação Cênica que expressa através da realização de uma ação contínua a percepção política-poética de momentos históricos de resistência. Fala do rastejar sobre o ventre do feminino, sobre o ventre da mãe-pátria, da Gaia. Rastejar que vive e investiga momentos de resistência, em manter acesa a chama, a luz que sustenta a vontade de olhar o outro que passa, que vai, que pára e que fica.

Uma boneca de pequena dimensão (aproximadamente 10 cm), carregando uma luminária, percorre um caminho bem lentamente com sua atriz-titiriteira executando seu trabalho arrastando-se no chão.

Imediatamente à imagem do rastejar-se são acrescentados vestidos femininos cobrindo e definindo o caminho a percorrer. Quem o faz é o ator-intérprete musical que a acompanha durante todo o seu trilhar, nunca deixando o caminho tomar outra direção ou terminar pelo seu constante recolocar dos vestidos.

 

Há um túnel no profundo da luz.


 

Esta performance nasce da pesquisa desenvolvida em 2017 pelo Grupo Caixa de Imagens/Cia Artesãos do Corpo dentro do Projeto Caixa de Imagens a 1000, Lei de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo.

 

ANIMAÇÃO DE BOTECO                          SINOPSE

 

 

O bar ia fechar, mas... a “chef” ou o “chef”, uma dona ou dono de bar de 13 centímetros, não resiste a presença das pessoas que estão chegando e se põe a servi-las.

O espetáculo com músicas especialmente compostas e executadas ao vivo, mostra neste boteco, a figura simpática e carismática de sua ou seu “chef” que em seu estabelecimento homenageia seus companheiros de trajetória e oferece deliciosos quitutes ao som de muita cantoria, pois como o lema do boteco diz “A vida é boa, quando tem o que se cantar!”

 

Tempo médio de duração por espetáculo : 30 minutos

Lotação: 20 pessoas

Teve sua estreia em 2000 no Projeto Curta Curtíssimas projeto criado e desenvolvido pelo Grupo Caixa de Imagens com o apoio do Espaço Next/São Paulo.

 

CONTO MACHADO                                    SINOPSE

 

Neste espetáculo, o Grupo Caixa de Imagens realiza uma adaptação dramatúrgica dentro da vasta obra contística machadiana.

Alguns dos contos escolhidos pelo Grupo como principal fonte dramatúrgica de pesquisa são: ‘Noite de Almirante’, ‘O Espelho’, ‘Terpisícore’, ‘Jogo do Bicho’ e ‘A Cartomante’.

 

O espetáculo reúne esses cinco contos de tal forma em que tudo faz parte de um todo, cada parte, cada cena está delicadamente conectada, entretanto esse todo pode ser modificado a cada apresentação. Durante uma apresentação são escolhidos dois ou três contos para ser encenados.

Elaborar esta adaptação dramatúrgica foi não só instigante processo de pesquisa como deliciosamente encantador, pois a obra de Machado de Assis é a prova de que a ironia pode ser solidária e de que a negatividade pode ser fonte inesgotável de generosidade e prazer.

‘Conto Machado’ possui músicas compostas especialmente para ele e são executadas ao vivo.

 

Espetáculo de teatro para ser realizado em salas de aula ou bibliotecas.

Público Alvo: jovens e adultos

Duração: 60 minutos

Necessidades Técnicas: nenhuma

Este espetáculo é um desdobramento da pesquisa realizada a partir dos projetos

  • Projeto Convites, Machado de Assis, Leituras e Encenações /Prêmio Funarte Myriam Muniz/2007/2008

  • Projeto Pelos Olhos de Machado/PAC/Sec. Est. de Cultura/2008

Teve sua estreia no Projeto Nova Parceria, projeto idealizado, organizado e patrocinado em parceria com o Grupo Caixa de Imagens e seu público.

 
Grupo Caixa de Imagens - Machado de Assis ´- Conto Machado - foto Adalberto Lima

CONCERTINHO                                            SINOPSE


 

O Grupo Caixa de Imagens neste espetáculo traz um adaptação do conto “Tempo da Camisolinha” de Mário de Andrade, navegando pelo poema “Meditação sobre o Tietê” que Mário escreve nos últimos dias de sua vida e temperado com uma pitada de sua obra literária mais conhecida “Macunaíma”.

As músicas especialmente compostas são executadas ao vivo num formato de concerto de câmara.


 

Espetáculo de teatro para ser realizado em salas de aula, bibliotecas ou quintais.

Público Alvo: jovens e adultos

Duração:  45 minutos

Necessidades Técnicas: nenhuma

 

Este espetáculo é fruto da pesquisa desenvolvida dentro do Projeto Tietê, Onde Queres Me Levar?/ProAC 2014.

 
Grupo Caixa de Imagens - adaptação do Conto Tempos da Camisolinha de Mário de Andrade - Concertinho

PITIGUARI                                                      SINOPSE

 

A plateia está acomodada em seus lugares.

Tudo pronto? Quase!

Quase porque Macunaíma, personagem marioandradiano, resolve querer, na última hora, uma nova maquiagem e um novo figurino para os atores. Corremos pra fazer suas vontades, até que, enfim o canto do pitiguari anuncia : “Óia, óia ...óia quem vem aí!”

Vem aí a adaptação livre do capítulo “Vei, a Sol” do livro Macunaíma de Mário de Andrade.

Espetáculo de teatro para ser realizado em salas de aula ou bibliotecas.

Espetáculo indicado ao público infantil

Duração: 60 minutos

Necessidades Técnicas: nenhuma

Este espetáculo é fruto da pesquisa desenvolvida dentro do Projeto Tietê, Onde Queres Me Levar?/ProAC 2014.

 

POR ACASO                                                  SINOPSE

Trata-se de uma adaptação livre do conto “Trapaceiros à Força” de Anton Tchekhov.

 

Pesquisa cênica que busca dar uma voz contemporânea para a revolução das formas narrativas provocada pelo trabalho artístico realizado pelo contista e dramaturgo russo.

A instituição educacional preparou-se para receber naquele dia, a apresentação de um espetáculo de teatro. Os atores ingressam em uma sala de aula. Entram para conversar com os alunos sobre um prazeroso imprevisto ocorrido que provocou uma pequena alteração em seus planos, e durante esta conversa a encenação ganha vida.

 

Duração média: 20 minutos por sala, de 03 a 05 apresentações por período.

Espetáculo de teatro para ser realizado em sala de aula.

Público alvo: adolescentes e adultos

Necessidades Técnicas: nenhuma

Este espetáculo é fruto da pesquisa sobre vida e obra do escritor e dramaturgo russo Anton Tchekhov, desenvolvida através do Projeto Caixa de Imagens – Sonho que Caminha /ProAc/2009/2010.

 

TEATRO DA VOZ                                          SINOPSE

 

Espetáculo concebido para gestantes e cuidadoras de crianças que se encontram na primeira infância. O teatro com a voz em primeiro plano. Trabalha suas nuances, seus timbres e ritmos. Traz a tona seu valor simbólico e possibilidades de significação pessoal.

Para desenvolver a concepção do “Teatro da Voz” a história escolhida conta a saga de uma Moça Invisível vítima de uma feitiçaria. O Moço herói para salvá-la acaba necessitando aperfeiçoar a precisão de seu olhar para se tornar um exímio atirador de flechas.

Com a plateia ora com os olhos fechados, ora com os olhos abertos, a história é contada embalada na voz da atriz que ora lê o texto, ora canta, ora faz a sonoplastia. No final um timbre novo, do cavaquinho, acompanha o timbre da voz na canção que encerra o espetáculo.

 

Duração: 40 minutos

Pode ser realizado em salas de aula, salas de atendimento Público Alvo: mulheres gestantes e cuidadoras da primeira infância

Necessidades Técnicas: nenhuma

 

Espetáculo nasce dentro da pesquisa desenvolvida durante o Projeto 20 anos do Grupo Caixa de Imagens, Convites, Leituras e Encenações, Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo.

 

A CAIXA DE IMAGENS                               SINOPSE

 

 

Baseado nas caixas teatrais comuns em feiras e ruas da Europa no século XVIII e XIX, em caixas teatrais itinerantes brasileiras, na “caixa preta” de uma sala tradicional de teatro, no Kinetoscópio, no museu portátil de Duchamp e na concepção de sua última obra, forma-se um mini-teatro, que em contra-ponto com uma época em que predominam os meios de comunicação de massa, cada imagem dentro da caixa, é o resultado de um trabalho concebido e encenado para deleite e encantamento individual.

 

 

“SONHO E OHNOS”

Apresenta a força lírica do mestre KazuoOhno, uma das fontes criadoras da dança butoh, que se define como uma arte da alma e do corpo, que fascina pelo seu poder de síntese da imagem-mensagem cênica.

Estreia dentro do Evento Tokiogaqui, (SescAvPaulista,Taubaté e São José de Rio Preto)/2008

Participou do Festival do Instituto Kazuo Ohno  em Yokohama - Japão/2008

“NEM DIA NEM NOITE”

Três minutos podem durar uma eternidade. E uma caixa pode ter a dimensão de um oceano. O espetáculo "Nem Dia Nem Noite" do Grupo Caixa de Imagens apresenta, no seu pequeno palco, o transbordar do mar que traz a possibilidade de sonhar e de sentir a dor, a beleza, a contradição da experiência de navegar pelos oceanos da vida.

Estreia dentro da Mostra Folias Mostra Tudo/SP/2006

 

O JOÃO DO RIO                                  SINOPSE

Trata-se de uma adaptação livre do conto “Parada de Ilusão” do cronista, teatrólogo e contista João do Rio.

João do Rio notabilizou-se como um dos primeiros homens de imprensa brasileira que teve o senso de reportagem de crônica social moderna. Nos diversos jornais em que trabalhou, granjeou enorme popularidade, sagrando-se como o maior jornalista de seu tempo.

 

O conto escolhido, “Parada da Ilusão”, coloca-nos de frente a espelhos. Espelhos pessoais e coletivos. Espelhos internos e externos. Espelhos ora iluminados pelo nosso olhar, ora iluminados pelo olhar do outro.

 

E da mesma forma que João do Rio sai de seu escritório (redação do jornal) para encontrar nas ruas o que gostaria de “jornalizar”, também saímos de nossa cidade, percorremos parte do Brasil, fomos ao encontro do público, pedimos licença e entramos em seus espaços de convivência para criar e compartilhar nosso processo criativo e o resultado cênico. Com o espírito da rua.

Espetáculo de teatro para ser realizado em salas de aula ou bibliotecas.

Público Alvo: jovens e adultos

Duração: 50 minutos

Necessidades Técnicas: nenhuma

Este espetáculo é fruto da pesquisa desenvolvida dentro do Projeto Mentira vai Longe, agraciado pelo ProCultura/Ministério da Cultura/Funarte/ 2012/2013.

 
    Grupo Caixa de Imagens                    
   
                                                                            contato: grupo@caixadeimagens.com                                                                                  
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foto Bruno Cucio