Trechos de Críticas e Depoimentos recebidos ao longo da carreira

 

“Jamais um espetáculo de Avignon ou de qualquer lugar ofereceu ao espectador essa pequena vertigem de felicidade, de fraternidade, quanto essa   Caixinha Brasileira. O espectador assiste algo perto de um sonho, perde-se toda noção de distanciamento. Trata-se de uma emoção amorosamente viva.”

 

Michel Cournot- Crítico Teatral (Jornal Le Monde) – Avignon/França

 

 

 

 

“Tudo fica claro, mesmo quando não há o uso das palavras, a própria assistência ao espetáculo lembra um ritual místico. Fazem coisas extraordinárias com a iluminação. O essencial para os criadores do grupo é a sensação passageira que suas miniaturas provocam. O mundo mágico que surge com o teatro do Grupo Caixa de Imagens, parece mistério e oferece uma sensação de alegria. Daquela alegria que só é possível experimentar na infância.”

 

 

Olga Romantsova – crítica teatral (Jornal Gazeta) - Moscou/Rússia

 

 

 

 

 

 

“A troupe da Caixa de Imagens representa o que de mais subversivo se faz no teatro atualmente. É a poesia contra a violência. O silêncio contra o barulho. Lentidão contra a pressa. David contra Golias. Vencem sempre”.

 

Carmelinda Guimarães - Crítica Teatral

 

 

 

 

‘’Um dos espetáculos mais extraordinários, no meu entender, deste festival Internacional de teatro é a “Caixa de Imagens”.Está de volta a secreta esperança de um teatro total (social) com todos os detalhes do sonho, agora consciente outra vez, a precisão eterna da maravilha.”

Arturo Carrera - Poeta e crítico (Jornal Clarin) – Buenos Aires/Argentina

 

 

 

 

“Tudo sobre os bonequeiros brasileiros da Caixa de Imagens é pequeno. Tudo, exceto o esforço e o sentimento que eles colocam em seus espetáculos”.

Jonathan Mart - Crítico de arte (Jornal The Advertiser) –Adelaide/Austrália

 

 

 

 

 

 

“Uma vez que a tendência das artes contemporâneas aponta para a interdisciplinaridade, poucos grupos conseguem, com a qualidade poética deste, realizar tão bem a conexão entre as artes”.

Helena Katz - Crítica de dança

 

 

 

 

 

“A simplicidade caracteriza a apresentação do espetáculo desde a preparação, a escolha perfeita da música, contribuindo para um

envolvimento mágico onde a concentração e percepção visual são trabalhadas do início ao fim com grande êxito.”

 

Helena Severo - Secretária Municipal de Cultura –RJ

 

 

 

 

 

“O Grupo Caixa de Imagens é imprescindível, mundo maravilhoso criado tão pequeno quanto possível, quando nada se torna algo e algo nada se torna.”

 

Takis Kokkoris, filósofo e diretor teatral, Atenas/Grécia

 

 

 

 

“A sensibilidade está presente por todo lado – a oferta da rosa, a escolha do espetáculo (como se adivinhasse os meus sentimentos nesse dia), a manipulação das marionetas, a sua concepção assim como a recriação da história do assassinato de Lorca. Quem dá tanto de si aos outros merece um obrigado do tamanho do Brasil.”

 

Ana Gomes – ensaísta - Lisboa/Portugal

 

 

 

 

 

“Ser espectador no teatro Caixa de Imagens é extraordinário. Os atores brasileiros têm um trabalho excelente, que nos seduziu como uma criança e acreditamos por um momento que a Caixinha é real. É como uma viagem para o mundo da infância.

Esse mundo agita emoções que não nos permitimos todos os dias, é um teste para nossa sensibilidade que está escondida como uma nós dentro de sua casca, nossas poses, fingimentos, racionalizações e mentiras. Essa pequena Caixinha é grande.”

 

Grzegorz Józefczuk, filósofo, poeta e crítico teatral (Gazeta Wiborcza) - Lublin/Polônia

 

 

 

 

 

“Em três minutos o Grupo Caixa de Imagens consegue colocar a delicadeza e a crueza do texto Otelo de Shakespeare. Parabéns ao Grupo pelo belíssimo e competente trabalho.”

 

Sérgio Brito – ator e apresentador da TV Educativa – Rio de Janeiro

 

 

 

 

“É o menor espetáculo do mundo, porém o mais poético; sua poesia nasce da saudade por tudo o que o homem é, e pelo que ainda poderia ter sido.”

 

Godofredo Fofi – cineasta e filósofo, Pontedera/Itália

 

 

 

 

 

“O que sempre interessa ao Grupo é criar algo que torne esse tempo substancialmente diferente. O alvo e o modelo são o tempo da memória e da fantasia. Bastam poucos minutos de atenção concentrada para que o tempo do cotidiano se transubstancie no tempo imemorial, para que o passado se torne fabuloso.”

 

Mariângela Alves de Lima – jornalista e crítica teatral – São Paulo

 

 

 

 

“Caixa de Imagens encanta Moscou, caiu nas graças do público russo por sua beleza e por brincar com a relação entre espaço e tempo. O Grupo vem invariavelmente encantando públicos de diferentes festivais no mundo. Não foi diferente em Moscou e isso poderia ser conferido na expressão das pessoas...Para além da beleza, da dramaturgia ou da qualidade técnica, o sucesso está em interferir na relação espaço-tempo...O Caixa transporta ao tempo da delicadeza, “dos verdes quintais, quando ainda havia fadas”. O espetáculo traz uma imagem universal, presente portanto na memória russa.”

 

 

 

 

“É preciso ver para entender o contraste entre as dimensões físicas reduzidíssimas deste teatro e a amplitude de emoções e encantamento que desperta. O olhar ansioso – ante tantas ofertas de consumo – da garotada, que aguardava na fila diante das vitrines, transformava-se num olhar emocionante e tranqüilo, de quem sai em estado de graça.”

 

Beth Néspoli – jornalista e crítica teatral –São Paulo

 

 

 

 

 

 

“Como é possível tanta beleza, delicadeza e tristeza estarem representadas dentro deste formato com extrema simplicidade? Toda a existência do ser humano transformou-se na formosura da verdade e fascinou a minha alma. O meu interior, repleto de emoção, silenciou-se e chorou.”

 

Yoshito Ohno – diretor e dançarino – Yokohama/Japão

 

 

 

“O “Caixa de Imagens”, trabalho do grupo brasileiro foi um sucesso no Festival Internacional do Instituto de Dança Kazuo Ohno realizado em Yokohama entre setembro e outubro deste ano (2008). O teatro portátil que circula em vários locais no Brasil em um carro pequeno e parando em praças para se apresentar, traz de volta a relação próxima e carinhosa entre ator e espectador, que a sociedade de consumo deixou de lado. Eles param o carro em uma praça e começam a instalar sua caixa teatral. Pessoas curiosas vão se juntando em torno deles. A fonte da energia do “teatro portátil” é o intercâmbio caloroso com o público.

A peça apresentada em Yokohama é Once a Dancer (Sonho e Ohnos), é inspirada na obra do dançarino Kazuo Ohno, tem uma duração de cinco minutos, e percebe-se uma admiração insaciável pela beleza.”

 

Shigeru Kosaka - crítico de teatro/Tóquio/Japão

 

 

 

 

 

“Cabe ressaltar a grande importância dessas apresentações na luta contra as graves situações a que a infância e a adolescência dos territórios de várias unidades de saúde encontram-se submetida. A realização de tais apresentações nesses territórios representa não somente algumas das raras e preciosas oportunidades da população enriquecer seus imaginários, mas também é um exemplo de alocação de recursos públicos para ações dirigidas às necessidades mais prementes da sociedade.”

 

Márcio Pantaleão Ghiu – médico (diretor das Unidades de Saúde de São Paulo)

(trecho de depoimento recebido durante a realização do Projeto Chuva de Convites).

 

 

 

 

“O trabalho do Grupo Caixa de Imagens deixa marcas, marcas de fraternidade. Considero seus espetáculos favoráveis ao tratamento de pessoas que se encontram em Hospitais-Dias. Devido a qualidade poética de seus espetáculos permitem que os pacientes saiam da posição de quem espera, de quem está sofrendo um processo de exclusão para se sentirem cidadãos.”

 

Paulo Guimarães – médico psiquiatra (da Rede Pública de Saúde) (trecho de depoimento recebido durante a realização do Projeto Chuva de Convites)

 

 

 

 

 

“Eles completam onze anos de atividade no mês que vem. E vêm encantando adultos e crianças do Brasil e do mundo. Antes de partir para mais uma turnê internacional, mostram três de seus espetáculos. “Queríamos ser uma gota de poesia dentro desse mar de pressa que é uma grande metrópole.”, explicam. A julgar pelas filas de espectadores que aumentam a cada temporada, eles conseguiram. O grupo não cobra ingresso. Após cada apresentação, eles passam o chapéu e você decide quanto vale um sonho.”

 

Érika Riedel – jornalista e crítica de teatro/Brasil

 

 

 

 

 

“’Tão...Feliz” reflete maturidade e dá margem a novas pesquisas de linguagem no universo dos bonequeiros. A principal resolução vem a reboque do conteúdo dramático das cenas. Tudo começa com um velho pintor em sua angústia para exercitar seu talento numa metrópole caótica. “Tão...Feliz” é um canto de união. Bebe da nostalgia de um espaço mútuo de convivência, de respeito. E, de quebra, liberta o passarinho do realejo na ânsia de que ele traga alvíssaras – hoje e sempre, enquanto há tempo. Eles encontraram o tom certo. Os bonequeiros do Caixa de Imagens são atores na acepção graúda da palavra. Recriam a mentira dos personagens para construir a verdade que seduz e toca, com equilíbrio, o coração de adultos e crianças.”

 

Walmir Santos – jornalista e crítico de teatro/Brasil

 

 

 

 

 

“O Grupo Caixa de Imagens levou o seu poder de síntese a “Tão...Feliz”, teatro de bonecos apresentado em palco italiano.

“Tão...Feliz” exemplifica o bom acabamento que todo espetáculo para crianças deveria ter. Os bonecos são bem fabricados em cada detalhe. Tudo se encaixa. A iluminação correta e o apuro na manipulação revelam o mesmo cuidado. Há poucos espetáculos infantis ótimos em São Paulo. “Tão...Feliz” é um deles, permanece na memória.”

 

Mônica Rodrigues Costa – jornalista e crítica de teatro/Brasil

    Grupo Caixa de Imagens                    
   
                                                                            contato: grupo@caixadeimagens.com                                                                                  
  • Facebook Social Icon